Centenas de pessoas foram às margens do Rio Guaporé para recepcionar a Coroa, Cetro Bandeira e Mastro do Divino Espírito Santo
O Município de Pimenteiras do Oeste/RO; mas uma vez recebeu nesta segunda-feira (06-04) a Coroa do Divino Espírito Santo. A tradição ocorre no Vale do Rio Guaporé e Mamoré e tem como coordenação a irmandade do Divino.

O Batelão do Divino Espírito Santo, composto por remadores, meninos cantores, mestre violeiro, caixeiro, sendo o responsável pela coroa e o capitão da embarcação, o Batelão chegou a Pimenteiras às 09:00 horas no Porto Oficial, seguindo até a Igreja Católica. Centenas de devotos se deslocaram de suas cidades até Pimenteiras. “Muitos, ao verem a proximidade do Batelão do Divino Espírito Santo com seus remadores chegando à cidade”, exclamou uma devota do Divino.

A Romaria do Divino Espírito Santo, chegou no município nesta segunda-feira e permanece até o dia de quinta-feira (09/04), saindo por volta de meio dia, com destino a Pousada de Santa Cruz. A Festa só alcança o ápice, quando o Batelão do Divino Espírito Santo chega a Nova Brema dia 21 de maio, onde será realizado a festa. A Coroa e o Mastro chegam a Nova Brema às 16 horas do dia 21/05 e permanece a festa até o dia 24/05.

A Romaria do Divino Espírito Santo acontece anualmente no interior do estado de Rondônia, especificamente no Rio Guaporé e Rio Mamoré. Esta peregrinação fluvial tem a missão de visitar todas as localidades da região do Vale do Guaporé e Mamoré, são 45 dias de grande festa religiosa, feita com muita fé e devoção. Os festejos envolvem uma grande quantidade de pessoas e existe uma estrutura de barcos e um pessoal específico para cumprir com a missão. Todos os custos são financiados pelos fiéis, através de uma junta administrativa. Este trabalho é uma descrição etnográfica da jornada do Divino ocorrida entre o mês de abril e mês de maio. Desenvolvidas em diálogo com outras etnografias e trabalhos teóricos.

Trazida da região de Cuiabá em 1894, a Festa do Divino visita as comunidades brasileiras e bolivianas ao longo dos Rios Guaporé, Mamoré e Paraguá. Na década de 1930 as celebrações foram normatizadas pelo bispo Dom Francisco Xavier Rey, e a sede da Irmandade do Espírito Santo.

O Barco do Divino leva dentro a Arca contendo a Coroa, a Bandeira, as Toalhas do altar e os livros de Ata. Após o encarregado da Coroa receber a arca, o Barco do Divino inicia sua peregrinação ao longo do rio Guaporé e Mamoré, por quarenta e cinco dias, até o final da Festa, colhendo óbolos entre os ribeirinhos, o Final da Festa dá-se no dia 24 de maio.

A 129ª Festa do Senhor Divino Espírito Santo no Rio Guaporé é o segundo festejo religioso mais antigo da Amazônia, superado apenas pelo Círio de Nazaré, em Belém do Pará. Ao contrário de similares que acontecem em vários estados brasileiros, no Guaporé não existe cavalhada ou luta entre “mouros” e “cristãos”, sendo o deslocamento feito todo por via fluvial.
Fonte Fotos e vídeos: Por Wilmer G. Borges/Da Redação do Hoje Rondônia


























































































