No debate da SICTV, candidato defendeu aproveitar estruturas dos municípios, conectar regiões e distritos e ampliar a proteção às mulheres como parte de uma mesma proposta de governo
“Destravar Rondônia”, “botar o Estado para funcionar” e fazer “o orçamento público chegar nas pessoas”. Marcos Rogério (PL) usou expressões diretas para explicar, no debate da SIC TV desta segunda-feira (21), como pretende conduzir o Governo de Rondônia. Ao responder sobre saúde, infraestrutura, municípios, distritos e proteção às mulheres, o candidato voltou a uma mesma ideia em momentos distintos do programa para reduzir distâncias, aproveitar estruturas que já existem e fazer o Estado atender a população onde ela vive.
Na saúde, Marcos defendeu colocar a fila de atendimento para andar com participação da rede municipal, ampliar consultas, exames e cirurgias nas regiões e combinar essa descentralização com novas estruturas hospitalares. Citou o Hospital de Urgência de Porto Velho e um hospital de trauma no interior, mas insistiu que construir prédios não resolve, sozinho, o problema. “É pegar as estruturas que existem nos municípios e colocar para funcionar”, afirmou. Ao discutir o hospital de Cacoal, resumiu a lógica da proposta. “Não importa quem fez a obra, o importante é que ela funcione e atenda a população, de maneira descentralizada, de maneira regionalizada”, asseverou. O Saúde Perto de Casa, previsto no plano de governo, segue essa direção ao prever cofinanciamento estadual de consultas e exames nos municípios e atendimento especializado em polos regionais.
A mesma lógica apareceu na infraestrutura. Marcos relacionou pavimentação à conexão entre regiões, municípios e distritos e defendeu novas rotas para reduzir a dependência da BR-364. Percursos como a Rodovia do Boi, Estrada do Calcário, Rodovia da Figueira e ligações no Vale do Jamari estiveram entre os exemplos citados durante o debate. União Bandeirantes entrou nesse conjunto como uma das localidades que ainda dependem de estrada sem pavimentação para chegar à principal malha rodoviária. “Eles querem asfalto para conectar a rodovia ao distrito, eles querem internet e telefonia, eles querem atenção, programa que chegue lá”, disse, referindo-se aos moradores locais. O plano trata o tema em escala estadual, com um programa para integrar distritos por infraestrutura viária, conectividade e ações das secretarias e autarquias. “Pavimentar para conectar regiões e dar alternativa ao rondoniense”, resumiu.
Na proteção às mulheres, o candidato condensou a proposta em duas ações. “A minha proposta é prevenir e acolher”, salientou, ao defender a ampliação da Patrulha Maria da Penha, a oferta de tecnologia às mulheres sob medida protetiva para alertá-las sobre a aproximação do agressor e a criação de unidades de acolhimento para vítimas e filhos que não possam permanecer em casa. “É proteção a quem precisa”, sustentou. O Programa Aurora, incluído no plano de governo, prevê pelo menos cinco unidades regionais protegidas, com atendimento articulado entre segurança pública, assistência social, saúde, Defensoria Pública, Ministério Público e Judiciário.
O debate também levou Marcos a tratar de concessões, terceirizações e da relação do Estado com empresas prestadoras de serviços públicos. Ao responder sobre a Caerd, criticou uma eventual concessão sem discussão prévia sobre investimentos e tarifas e declarou oposição ao processo nas condições apresentadas. Sobre a Energisa, disse que não pretende conceder benefício à empresa e afirmou que cobrará os valores que considerar devidos ao Estado. Na discussão mais ampla sobre terceirizações, voltou ao argumento que permeou as demais respostas. “O Estado precisa funcionar para atender as pessoas. Ele precisa chegar lá aonde as pessoas estão”, declarou.
Na fala final, Marcos Rogério reuniu esse raciocínio à experiência acumulada percorrendo o Estado, retomando o sentido de suas declarações ao longo do debate em áreas distintas. “Eu conheço os 52 municípios de Rondônia, conheço os problemas, sei como botar esse estado para funcionar e fazer o orçamento público chegar nas pessoas”, concluiu.
Fonte: Por Assessoria



