Quilombo


Chegada do Batelão da Romaria do Senhor Divino Espirito Santo no dia 06 abril, em Pimenteiras


Formação e Preparação da Romaria é na Comunidade do Cafetal, Beni, na Bolívia, e saída para Pimenteiras no dia 05 de abril de 2026, às 09:00 horas da manhã

A chegada da Romaria do Senhor Divino Espirito Santo no Vale do Guaporé, no porto principal do Município de Pimenteiras do Oeste/RO; será na segunda-feira 06 de abril de 2026, às 09:00 horas da manhã. A saída da Romaria da Comunidade do Cafetal, Beni, na Bolívia, no dia 30 de março à 05 de abril de 2026.

Pimenteirenses esperam a Romaria do Senhor Divino Espírito Santo, em meios as águas entre fitas e devoções, sobre o som da caixinha do violão, os devotos esperam para a tão esperada chegada no Rio Guaporé no dia 06 de abril de 2026, às 09:00 horas da manhã.

Segundo a presidente da comunidade do Senhor Divino Espirito Santo Vanderlice Serrate, a Romaria do Divino Espírito Santo, permanece no município de Pimenteiras até quinta-feira (09), e saída às 16:00 horas, com destino a Pousada Santa Cruz.

A presidente disse que a Romaria do Senhor Divino Espírito Santo, acontece anualmente no interior do estado de Rondônia. Esta peregrinação fluvial tem a missão de visitar todas as localidades da região do Vale do Guaporé, são 45 dias de grande festa religiosa, feita com muita fé e devoção. Os festejos envolvem uma grande quantidade de pessoas e existe uma estrutura de barcos e um pessoal específico para cumprir com a missão.

Todos os custos são financiados pelos fiéis, através de uma junta administrativa. Este trabalho é uma descrição etnográfica da jornada do Divino ocorrida entre o mês de abril até o final de maio. Desenvolvidas em diálogo com outras etnografias e trabalhos teóricos.

A 129ª Festa do Senhor Divino Espírito Santo no Rio Guaporé é o segundo festejo religioso mais antigo da Amazônia, superado apenas pelo Círio de Nazaré, em Belém do Pará. Ao contrário de similares que acontecem em vários estados brasileiros, no Guaporé não existe cavalhada ou luta entre “mouros” e “cristãos”, sendo o deslocamento feito todo por via fluvial.

Ao aproximar-se de cada povoação, o Barco do Divino anuncia a sua chegada através de ronqueira (artefato confeccionado em madeira com um cano de ferro por onde é introduzida a pólvora), três buzinadas em chifres de bois, e mais próximos, os remeiros entoam cânticos de chegada e fazem a “meia Lua”, em frente ao porto, que consiste em três voltas circulares com o barco, antes de aportar. As remadas são cadenciadas e os romeiros espargem água para o alto entre uma remada e outra, o caxeiro, inicia o toque do tarol.

Fonte e Foto: Por Wilmer G. Borges


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