SOCOS E CADEIRADAS: Justiça marca júri de dupla acusada de espancar PM até a morte

Juiz da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, o magistrado Murilo Moura Mesquita marcou para o dia 21 deste mês o júri popular de Allan Patrik Schuller e Wesdra Victor Galvão de Souza. Ambos são acusados de matarem espancado o policial militar Roberto Rodrigues de Souza.

A decisão foi divulgada nesta semana no Diário de Justiça. O caso, contudo, ocorreu na noite de 25 de julho de 2021, em uma conveniência de Várzea Grande, localizada no bairro Guarita.

Conforme o documento, o julgamento ocorrerá no próximo dia 21 a partir das 13h30. A determinação da data do júri se dá após tentativa frustrada da defesa de tentar desclassificar o crime de doloso para culposo. Contudo, o pleito foi negado pelo magistrado.

Segundo a determinação, a defesa tentou ainda afastar a qualificadora de meio cruel empregada no crime e pediu pela revogação das prisões de ambos os acusados. Porém, ao verificar os dados do processo, o magistrado recusou as demandas.

“Inicialmente, para efeitos do art. 316, parágrafo único, do Código de Processo Penal, após análise dos autos, não se vislumbra ocorrência de fatos novos que justifiquem a revogação das prisões preventivas dos acusados ou que indiquem a suficiência e adequação da fixação de medidas cautelares diversas da prisão”, disse.

“Neste contexto, ainda se fazem presentes os mesmos fundamentos que justificaram a decretação das custódias (enunciado orientativo nº 50/TJMT). Por outro lado, não há indicativo da necessidade de substituição das custódias cautelares por prisões domiciliares, porquanto não se verifica a incidência de nenhuma das hipóteses do art. 318, do Código de Processo Penal”, acrescentou.

O crime

Imagens das câmeras de segurança da distribuidora mostram o momento em que Roberto, mesmo caído, leva chutes na cabeça e no abdômen.

Segundo a Polícia Militar, os agentes foram acionados para uma briga envolvendo homens e mulheres, mas quando chegaram ao local só encontraram a vítima caída no chão da distribuidora.

A companheira do soldado contou que eles estavam voltando para Cuiabá quando pararam no local para o soldado fazer uso do banheiro. Ela ficou no carro, mas estranhou a sua demora.

Quando foi ver o que estava acontecendo, já o encontrou caído no solo. Um funcionário da loja contou que a vítima se envolveu em uma briga com um dos suspeitos ainda no banheiro.

O suspeito descrito pela testemunha era Alan, que teria brigado com a vítima pelo fato de que o policial estaria fazendo uso do banheiro masculino de porta aberta em frente ao sanitário feminino, local onde a namorada do suspeito estava.

Com os ânimos exaltados, Alan e Wesdra desferiram socos, pontapés e até uma cadeirada na vítima. Em seguida, saíram do local, deixando a vítima no espaço sem prestar socorro.

Fonte: Por Khayo Ribeiro GD

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