TRINIDAD, BOLÍVIA: A nomeação do Engenheiro Jorge Isaías Chávez Chávez para a Direção Departamental de Relações Internacionais do Beni, na Bolívia, não é apenas um ato administrativo; é um marco diplomático. Em um momento em que a Ponte Binacional sobre o Rio Mamoré deixa de ser um projeto de papel para se tornar uma obra de engenharia real, a escolha de Chávez sinaliza que o Governo Autônomo do Beni prioriza a competência técnica e a articulação de alto nível para destravar o desenvolvimento regional.
A importância desta pasta sob a gestão de Jorge Chávez reside na sua capacidade de transformar a fronteira com o Brasil de uma barreira geográfica em um corredor logístico de classe mundial.
Uma Biografia de Estado e Independência
Jorge Chávez traz para o cargo um patrimônio de credibilidade construído sobre duas bases: vasta experiência governamental e uma rígida independência partidária. Sua trajetória pública é precoce e notável: aos 15 anos, representou a Bolívia nas Nações Unidas (ONU), em Nova York, participando de fóruns globais ao lado de líderes como Nelson Mandela.
Profissionalmente, consolidou sua carreira na administração pública de alto nível, servindo por quatro anos como diretor da Agência Nacional de Hidrocarbonetos (ANH) e como assessor estratégico em três ministérios fundamentais: Defesa, Presidência e Energia
O Arquiteto da Relação Beni-Rondônia
O trânsito de Jorge Chávez no Brasil é um dos pilares de sua nomeação. Durante sua passagem pelo Ministério da Defesa, ele foi o mentor da agenda que aproximou institucionalmente seis ministérios brasileiros da realidade boliviana. Sua habilidade em unir os interesses de Porto Velho e La Paz rendeu-lhe a mais alta honraria do estado vizinho: a Medalha ao Mérito Legislativo, concedida pela Assembleia Legislativa de Rondônia.
Essa homenagem não foi apenas protocolar; foi o reconhecimento de um articulador que entende que o progresso do Beni está intrinsecamente ligado à sua integração com o setor produtivo e logístico brasileiro.
A Ponte Binacional: O Foco Central
O principal desafio e trunfo desta gestão será a viabilização plena da Ponte Binacional Brasil-Bolívia.
Com as obras já em curso, Jorge Chávez assume a responsabilidade de ser o interlocutor técnicoy para garantir que a infraestrutura física seja acompanhada por agilidade aduaneira e segurança jurídica. A ponte é vista como o “cordão umbilical” da Agenda 2042 o plano de desenvolvimento desenhado por Chávez que visa transformar Guayaramerín em uma Zona Econômica Especial e um Hub Logístico conectando o Atlântico ao Pacífico.
Ética e Propósito:
A nomeação de Chávez também carrega um forte simbolismo ético. Conhecido por recusar convites para cargos executivos na presidência e na vice-governadoria para não comprometer seus princípios cristãos e sua independência política, sua aceitação para o cargo de Diretor de Relações Internacionais demonstra que ele vê nesta função a oportunidade real de servir à sua população sem amarras partidárias.
Ao assumir a pasta, ele reafirma o compromisso que sempre norteou sua vida pública:
“Meu compromisso inabalável pelo desenvolvimento do meu departamento e gratidão pela fortaleza de uma equipe sólida e pela visão e liderança do Governador. Deus no controle de tudo.”
Para a Sociedade de Engenheiros da Bolívia (SIB Beni) e para as lideranças do estado de Rondônia, a presença de Jorge Chávez à frente desta pasta é a garantia de que a integração binacional será conduzida com rigor técnico, transparência e, acima de tudo, resultados que mudarão a face econômica da Amazônia boliviana.
Fonte: Por Ivan Mendes



